Jungmann: operação na Maré ocorre dentro da lei e não é retaliação

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Ministro Raul Jungmann comenta ataque a membros da Força Nacional
Ministro Raul Jungmann comenta ataque a membros da Força Nacional
Danilo Sardinha/Globoesporte.com

Jungmann: operação na Maré ocorre dentro da lei e não é retaliação

Ministro afirma que agentes são orientados a não entrar em comunidades. Ele disse que autoridades "não podem deixar" de procurar quem fez ataque.

Polícia
11 de agosto de 2016 às 15:14:24 - Atualizado em 11 de agosto de 2016 às 15:15:14 275 visualizações

Em entrevista coletiva no Centro de Hipismo da Rio 2016, em Deodoro, Zona Norte do Rio, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, comentou no início da tarde sobre ataque à equipe da Força Nacional na Maré. Ele garantiu que a operação que as forças de segurança fizeram na comunidade na manhã desta quinta-feira é feita dentro da lei. O objetivo, ainda de acordo com o ministro, é buscar os responsáveis e não retaliar o ataque.

Jungmann negou a possibilidade das forças policiais retaliarem o ataque, mas afirmou que as autoridades "não podem deixar isso acontecer e não procurar os responsáveis". "Você não podia deixar isso acontecer e não procurar evidentemente os responsáveis. Isso era uma coisa fora de propósito. Teríamos que fazê-lo. Mas nada fora da lei. E se acontecer alguma coisa fora da lei, qualquer que seja, deve ser levado para prestar contas perante a Justiça. E a Justiça, evidentemente, deve sancionar qualquer que cometer um ato fora da lei", comentou.

O ministro também lembrou que a orientação para os agentes era de não entrar nas comunidades: "É bom lembrar: ontem, quando estávamos na reunião, o comandante que estava lá . Um dos comandantes que estavam lá eles foram repetitivos e insistentes que os comboios, os veículos, as viaturas, não deveriam jamais entrar nas comunidades. Que deveriam permanecer dentro das vias expressas. Digamos dentro das vias olímpicas. Essa é uma recomendação que também fizemos e fazemos ao nosso pessoal", disse Jungmann.

Ele acrescentou que ainda está sendo apurado como os agentes acabaram entrando na Vila do João, uma das comunidades que compõem o conjunto de favelas da Maré. "Até aqui, não sabemos, pode ter sido um engano, mas via as imagens e eles vêm normalmente pela Avenida Brasil e, de repente, eles infletem à direita. Aí aconteceu. Lá é uma comunidade que tem seus problemas, já estivemos lá, ocupamos a Maré e aí acontece isso que, na verdade, mais por um erro, não por uma falha, seja intencional ou qualquer outro motivo", afirmou.

O ataque
Na tarde de quarta (10), um carro da Força Nacional entrou por engano na Vila do João, uma comunidade dominada por traficantes, e foi atacado por criminosos. Dois militares ficaram feridos e um saiu ileso.

O soldado Hélio Andrade foi atingido por um tiro de fuzil na testa e foi levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, onde foi operado por três neurocirurgiões.

A cirurgia durou quatro horas e meia. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o estado de saúde do militar permanecia muito grave na manhã desta quinta. Ele está internado no centro de tratamento intensivo do hospital.

Acessos a Maré fechados
Menos de 24 horas depois do ataque a tiros contra três agentes da Força Nacional na Vila do João, no Complexo da Maré, na Zona Oeste do Rio, o policiamento foi reforçado na região na manhã desta quinta-feira (11). Os acessos à Vila do João e à Vila dos Pinheiros foram bloqueados por carros da Força Nacional, como mostrou o Bom Dia Rio por volta das 6h30.

Imagens do Globocop mostraram agentes fortemente armados fazendo um cerco em um dos acessos. Atiradores de elite do Exército também estavam posicionados na Favela do Timbau, na mesma região. Forças Especiais da Polícia Militar, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Exército estão no local. Há varreduras na comunidade feitas pela Polícia Federal e pelo Batalhão de Operações Especiais, segundo informações do Ministério da Justiça.