O G-6 do Brasileirão abala os fundamentalistas do mata-mata

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O Grêmio, agora a dois pontos do recém-criado G-6, é um dos beneficiados com a mudança nas vagas à Libertadores
O Grêmio, agora a dois pontos do recém-criado G-6, é um dos beneficiados com a mudança nas vagas à Libertadores
Carlos Macedo / Agencia RBS

O G-6 do Brasileirão abala os fundamentalistas do mata-mata

Cada rodada nos pontos corridos agora vale ainda mais do que antes

Esporte
04 de outubro de 2016 às 08:19:43 337 visualizações

O G-6 não é mera mudança de regras com duas vagas a mais na Libertadores através do Brasileirão. Trata-se de uma alteração drástica, que implicará na mudança de mentalidade durante temporada. E do próprio Campeonato Brasileiro. 

Cai por terra um dos argumentos dos fundamentalistas do formulismo, o de que há rodadas e mais rodadas que não valem nada nos pontos corridos. Já era uma visão míope antes por vários motivos, mas agora vira cegueira mesmo. 

Com seis vagas em disputa – talvez sete ou até oito, dependendo dos campeões da Copa do Brasil e da Sul-Americana –, não haverá jogo algum sem que um time tenha envolvimento direto.

Ou haverá chances de vaga na Libertadores, em maior ou menor escala, ou o cenário de rebaixamento será uma realidade. A Libertadores mais extensa, a partir de fevereiro, exigirá elencos prontos cedo. Ou algo bem perto disso já no começo do ano. A torcida cobrará essa conta nos grandes clube.

 Com o G-6, perde força aquela história de esperar a janela do meio do ano para se reforçar. O planejamento será essencial, o que exigirá gestões mais profissionalizadas no futebol. 

É uma revolução, mesmo que os objetivos da Conmebol tenham sido mais políticos, afagando Brasil e Argentina com mais participantes, do que sinceros e meritórios. No caso do Brasileirão, o G-6 mantém o equilíbrio técnico da competição, na medida em que praticamente anula eventuais desinteresses na reta final.

Prefiro final em dois jogos, em casa e fora, na decisão da Libertadores. É uma cultura sul-americana de sucesso. Em tese, há outros pontos a rever, como os estádios medonhos, antes da grande decisão. 

Mas não considero tão demoníaco assim ao menos experimentar final em jogo único numa cidade distante (ou não) dos clubes envolvidos. Há diferenças econômicas e de deslocamento com a Liga dos Campeões. Na Europa, tudo é mais fácil para o torcedor.