Participativo e intenso, Roth abusa da repetição para corrigir falhas no Inter

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Celso Roth corrige posicionamento do time do Inter
Celso Roth corrige posicionamento do time do Inter
Tomás Hammes / GloboEsporte.com

Participativo e intenso, Roth abusa da repetição para corrigir falhas no Inter

Técnico cobra, mas orienta e busca corrigir erros de posicionamento em primeiros treinamentos no retorno ao clube. Gritos e gestos mantêm personalidade forte

Esporte
11 de agosto de 2016 às 08:38:34 209 visualizações

A amostra ainda é curta. Foram apenas dois dias, mas os colorados já têm uma noção de como serão os trabalhos a partir de agora. Há cobrança, mas também paciência. Celso Roth não alivia. Grita, gesticula, esbraveja. Por outro lado, é capaz de repetir a jogada à exaustão, até sair como ele deseja, em uma conversa mais próxima e moderada.

treinador já deixou claro como é sua metodologia. Durante os exercícios, sua voz é ouvida a todo instante. Os berros são companheiros inseparáveis. Bem como os braços abertos e caretas.

Não que isso seja um problema. Nestes primeiros dias, o técnico tem buscado diagnosticar as causas da queda de produção da equipe. E, mesmo quando a bronca corre solta, os atletas parecem assimilar sem tomar aquilo como uma ofensa, garante Eduardo Sasha.

– Ele (Roth) foi bastante participativo. Corrigiu os erros que estávamos apresentando. Usou mais para ajustar a pressão, saída de bola.

Sasha conhece bem o técnico. É o único remanescente da última passagem do treinador pelo Beira-Rio. Aliás, foi Roth quem o levou ao Mundial de Clubes em 2010, quando tinha apenas 18 anos.

O técnico é detalhista. Repete inúmeras vezes cada jogada ou posicionamento. Assim como Paulo Roberto Falcão, detesta espaços deixados entre os setores. No treino de quarta-feira, parou em todas as vezes que julgou necessário até acertar o posicionamento da marcação para evitar avanços dos adversários.

Roth já evidenciou que a fragilidade defensiva é a prioridade. Nos últimos 11 jogos sem vitória, o Inter sofreu 20 gols. Só que o técnico não pretende apenas "fechar a casinha" e deixar o sistema ofensivo a esmo. Até por isso fica incomodado com o rótulo de "retranqueiro", já que repete quase como um mantra a busca pelo equilíbrio.

Na quarta-feira, enquanto acertava a marcação, Roth colocou meias e atacantes para chutarem a gol. Depois, chamou Alex e Seijas para conversas frente a frente. Com o venezuelano, debateu por um longo período, o que indica possível preferência pelos canhotos como elo para acionar os homens de frente.

Os papos, aliás, parecem que marcarão sua passagem. Na terça, ficou o tempo todo ao lado de André Döring. Hoje auxiliar, o profissional foi goleiro de Roth em 1997, quando conquistaram o Gauchão e chegaram em terceiro lugar no Brasileirão.

O técnico até já deu uma ideia do que pretende mandar a campo. Sem Danilo Fernandes, que se recupera de lesão muscular na coxa direita, Marcelo Lomba segue no gol. Na lateral direita, a tendência é que ocorra improvisação. Gustavo Ferrareis e Rak foram testados.

Fernando Bob ficará quase como um cão de guarda à frente da defesa. Mais à frente, o time terá Fabinho, Valdívia, Eduardo Sasha e Seijas, embora Alex também tenha recebido uma chance no lugar do venezuelano. Neste momento, no entanto, o camisa 12 atuou um pouco mais adiantado.

O técnico ainda espera a recuperação de Ariel. O centroavante apresentou uma entorse no tornozelo esquerdo. Sem o gringo, Roth utilizou Vitinho no local. Nico López, trazido como a contratação mais importante da temporada, ficou o tempo todo entre os reservas ou aprimorando finalizações na quarta.

Mas são apenas indícios. Roth tem até segunda-feira para firmar a equipe. Na data, às 20h, o Colorado tenta quebrar a sequência de 11 partidas sem vitória – com oito derrotas no período – diante da Chapecoense, na Arena Condá, em Chapecó. Atualmente, os gaúchos estão em 13º com 22 pontos, dois a mais que o Botafogo, 17º e primeiro zona de rebaixamento.