Tire suas dúvidas sobre o voto biométrico

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Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

Tire suas dúvidas sobre o voto biométrico

Maioria dos municípios terá identificação biométrica no dia 2 de outubro

Geral
29 de setembro de 2016 às 16:52:39 267 visualizações

Dos 497 municípios gaúchos, 326 terão identificação biométrica na votação do dia 2 de outubro _ o que corresponde a 76% das cidades do Estado. Nesses locais, os eleitores que não cadastraram suas digitais tiveram os títulos cancelados e não poderão votar ou justificar a ausência. 

Para recuperar o título, esses eleitores devem ir a um cartório eleitoral depois de novembro para efetuar o recadastramento. Será preciso pagar uma multa e apresentar um documento oficial com foto (exceto passaporte), o título eleitoral anterior e um comprovante de residência.

Já em outros 160 municípios gaúchos, onde o cadastramento biométrico ainda não foi encerrado, a votação será híbrida: poderá ocorrer por meio da biometria, se o eleitor teve seus dados coletados, ou de forma convencional, por meio da apresentação de documento válido com foto.

Em apenas 11 cidades do Estado, onde o percentual de eleitores com dados biométricos cadastrados ainda é muito baixo, a habilitação será unicamente pelo modo convencional. Além de Porto Alegre, essa votação ocorrerá em Cachoeirinha, Canela, Eldorado, Guaíba, Jaguarão, Rio Grande, Rosário do Sul, Santana do Livramento, São Marcos e Sapucaia do Sul. 

Para saber se sua cidade terá votação biométrica, híbrida ou convencional, basta pesquisá-la no site do TRE.

Como votar com biometria

Nos municípios que utilizarem a biometria, o eleitor também deverá apresentar documento oficial com foto, para que o mesário o localize no caderno de votação e digite o número da inscrição no terminal da urna. Após o reconhecimento biométrico por uma das digitais cadastradas, será autorizado a votar.  

Caso não seja reconhecida sua digital, o presidente deve conferir o documento e interrogá-lo sobre os seus dados, conferindo também sua assinatura. Em 2014, pelo menos seis municípios tiveram problemas técnicos com o sistema e alguns eleitores chegaram a esperar uma hora na fila para votar.

Daniel Wobeto, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Estado, explica que a identificação do eleitor biométrico demora em torno de 30 segundos a mais do que a identificação do eleitor convencional, mas que as filas de 2014 não devem se repetir este ano. Isso porque houve uma melhoria no software de identificação dos eleitores biométricos e os mesários passaram por uma capacitação mais específica quanto à posição correta de colocação do dedo no leitor. 

— O fator que mais impacta (na demora) é o posicionamento do dedo no leitor. O eleitor tem que colocar a parte principal do dedo, o centro da digital, sobre o centro do leitor. E não a ponta do dedo, como muitas pessoas colocam, o que ocasiona falhas na leitura — relata o secretário. 

Caso o sistema não identifique a digital do eleitor após quatro tentativas, Wobeto explica que ele será liberado para votação após responder sua data de nascimento. Nas últimas eleições, os mesários tinham um código padrão para essa liberação.

O primeiro município do Estado a receber a identificação biométrica foi Canoas, entre o final de 2009 e o início de 2010. Outros 185 passaram pelo recadastramento entre 2013 e 2014, e mais 108 na terceira etapa da revisão eleitoral. A previsão é de que o recadastramento biométrico seja concluído, em todos os municípios do Estado, para as eleições de 2020.