Um dia para a história com sinais sobre o futuro

Últimas Notícias



Categorias


Reprodução / pixabay.com / joelfotos

Um dia para a história com sinais sobre o futuro

Peso da crise econômica no impeachment vai se manifestar por meio da divulgação do resultado do PIB e da decisão do BC sobre o juro básico

Geral
31 de agosto de 2016 às 08:21:11 186 visualizações

No dia que passará à história como a segunda conclusão de um julgamento de impeachment no Brasil, o peso da crise econômica no processo vai se manifestar por meio de outros sinais: a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), na manhã desta quarta-feira, e a decisão do Banco Central (BC) sobre juro básico, no início da noite.

Embora posterior, a decisão do BC é mais consensual: apesar do novo sinal de desaceleração dado nesta terça-feira pelo IGP-M, que saiu de 0,18% em julho para 0,15% em agosto –, o índice acumulado no ano, de 8,74% pelo IPCA, o indicador que serve de base para o regime de meta, desaconselha corte na taxa básica. Se o BC brasileiro operasse com duplo objetivo, como o banco central dos EUA, o Federal Reserve, a nova alta no desemprego apontada pelo IBGE, para 11,6% ou 11,8 milhões de brasileiros em busca de vaga, poderia contribuir para outro tipo de expectativa. Como não tem, o que se espera é a nona vez em que a Selic ficará estacionada em 14,25%.

Sobre o PIB, existem mais esperanças, ainda que moderadas. A projeção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) é de manutenção de queda, mas leve, de 0,2% no indicador geral. O Ibre suavizou sua projeção de queda, que antes era de 0,5%. Bancos privados têm avaliações diferentes, mas raras estão piores do que os 0,5% originais.

A atenção estará centrada em dois dados que compõem o indicador geral: o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao Ministério do Planejamento, estima que o nível de investimento, medido pelo indicador chamado Formação Bruta de Capital Fixo, possa apresentar o primeiro sinal positivo depois de nove trimestres – ou mais de dois anos – de quedas consecutivas. 

Outra expectativa benigna é a de que os quatro meses de trégua na queda da produção industrial consigam mudar a cor do indicador do setor, no vermelho há oito trimestres, também no PIB. À agenda já pesada do dia, é possível que se sobreponha outra: a posse formal de Michel Temer na Presidência da República, não mais como interino, mas substituto.